3 etapas do Design Thinking

Elas devem ser executadas em ciclos rápidos, com durações variando de 1 a 4 dias em cada ciclo


Acreditava-se que grandes ideias surgissem do nada de mentes brilhantes, já formatadas e completas. Contudo, na prática, equipes que trabalham com inovação demonstram que é necessário muito trabalho duro, aumentado ainda mais pelo processo de descoberta centrado nas pessoas e complementado por ciclos iterativos de protótipos, testes e refinamentos.

O processo de design é mais bem descrito como um sistema de espaço aberto. Em vez de seguir um fluxo de passos ordenados, comum em processos, há assuntos e temas que devem ser abordados continuamente.

O Design Thinking pode causar uma primeira impressão de ser caótico, mas o ciclo de vida do projeto demonstra aos participantes que este processo atinge os resultados esperados. Os espaços são preenchidos pelas etapas abaixo identificadas:

1. Inspiração: Circunstâncias ou contexto da existência de um problema ou oportunidade, podendo ser ambos, que motivam para a busca por uma solução.

2. Ideação: É o processo de geração, desenvolvimento e teste de ideias, as quais podem resultar na solução.

3. Implementação: É o mapeamento do caminho para o mercado, colocar em prática as ideias e coletar os resultados.

O Design Thinking prevê que estas etapas, particularmente as de ideação e de implementação, sejam realizadas de forma iterativas (ciclos rápidos). Com durações que variam de 1 a 4 dias em cada ciclo, este é um processo que permite voltar às fases anteriores para refinar ou redirecionar o projeto.

A figura abaixo ilustra bem a dinâmica:

fluxo design thinking

Para obter um melhor proveito durante as três etapas do Design Thinking, algumas dicas são importantes:

1. Comece do começo: Envolver profissionais que possuam o perfil inovador (conhecidos como Design Thinkers) desde o início do processo/projeto.

2. Adote uma abordagem centrada em pessoas: Em conjunto com as considerações do negócio e tecnológicas, as inovações devem considerar os fatores do comportamento, das necessidades e das preferências humanas.

3. Teste rapidamente e com frequência: Crie expectativas para rápidas experimentações e protótipos. Encorajar as equipes para criar nas primeiras semanas protótipos para validar as ideais.

4. Procure ajuda externa: Expandir o ecossistema da inovação pela busca por oportunidades de criação colaborativa com cliente e consumidores. Explorar as redes sociais para obter escala.

5. Compartilhe a inspiração: Envolve pessoas que “pensam” parecido para alavancar suas ideias. Use o relacionamento, redes de colaboração e ferramentas de comunicação (redes sociais e acadêmicas).

6. Misture projetos grandes e pequenos: Diversifique os seus ativos, adote uma variedade de abordagens e iniciativas a inovação. Quebre grandes iniciativas e iniciativas menores incrementais.

7. Ajuste o orçamento ao ritmo de inovação: O Design Thinker é indisciplinado, veloz e disruptivo. É importante resistir a tentação de desacelerá-lo. Ao invés de sabotar os mais criativos, busque meios para financia-los.

8. Procure talentos: Os Design Thinkers são raros, uma vez identificados, desenvolvidos e deixados livres para fazer o fazem de melhor.

Autoria: Lucas Ricardo Mendes de Souza é especialista em Design Thinking
Fonte:
CIO

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