10 tendências que impactarão a sua Infraestrutura tecnológica nos próximos meses

Adicionar racks ao Data Center? Melhorar a conectividade? Apostar em nuvem híbrida? Buscar mais soluções para elevar a segurança de dados e atender às demandas da LGPD?

Decidir como priorizar os investimentos em seu orçamento de tecnologia pode ser um verdadeiro quebra-cabeças.

O surto de COVID-19 elevou a importância da infraestrutura tecnológica, especialmente de se manter uma estratégia eficaz para os Data Centers, já que as equipes de Infraestrutura & Operações estão tendo que implementar ações ousadas para enfrentar os desafios sem precedentes em resposta à pandemia.

As principais preocupações, agora, estão nas necessidades imediatas do negócio, especialmente em áreas que requerem atenção para que as funções presenciais sejam restauradas ao término da quarentena. 

No pós-crise, as empresas terão de lidar prioritariamente com os desafios tecnológicos, de pessoal e de negócios. E aqui se incluem as melhorias em infraestruturas de Data Center, tão demandado nesse momento com o aumento do fluxo de dados imposto pelo isolamento social.

Para ajudá-lo nessa empreitada reunimos as 10 tendências em infraestrutura e operações (I&O) divulgadas pelo Gartner – líder mundial em pesquisa e consultoria -, para as quais sua equipe deve se preparar nos próximos meses.

Siga conosco na leitura deste artigo.

Dê um passo atrás e prepare-se para o futuro

Diante da “pressão para manter as luzes acesas”, o diretor sênior de pesquisa do Gartner, Ross Winser, incentiva que os líderes de infraestrutura e operações considerem dar um passo atrás,  preparando sua equipe para as principais tecnologias e tendências que tendem a impactar significativamente seu suporte à infraestrutura digital.

Ele explica que, em 2019, as tendências se concentraram na maneira como tecnologias como inteligência artificial (IA) ou computação de borda poderiam suportar infraestruturas em rápido crescimento e, ao mesmo tempo, atender às necessidades do negócio. “Embora essas demandas ainda estejam presentes, nossa lista de tendências para 2020 reflete seus ‘efeitos em cascata’, muitos dos quais não são imediatamente visíveis hoje”.

Conheça as 10 tendências em Infraestrutura & Operações para 2020 divulgadas pelo Gartner:

1. Repensar a Estratégia de Automação

Nos últimos anos, a consultoria detectou uma significativa faixa de maturidade de automação. A maioria das organizações afirmou estar se automatizando em algum nível e tentando, em muitos casos, reorientar sua equipe a tarefas de maior valor.

No entanto, observa que os investimentos em automação vêm sendo realizados sem que os líderes de TI tenham em mente uma estratégia geral de automação.

O analista Ross Winser alerta que, à medida que fornecedores continuam surgindo e oferecendo novas opções de automação, as empresas correm o risco de duplicar suas ferramentas, processos e custos ocultos, o que culminaria em uma situação na qual simplesmente não será possível  escalar a infraestrutura da maneira que a organização necessita.

Acreditamos que, até 2025, os líderes com melhor desempenho terão o papel de avançar a automação e investir na criação de uma estratégia de automação adequada, para se livrarem desses problemas de automação“.

2. TI híbrida em oposição à confiança na recuperação de desastres

A infraestrutura de hoje está em muitos lugares – Data Centers locais, Colocation, Edge Computing e em Nuvem. A realidade dessa situação é que a TI híbrida traz uma séria disrupção ao planejamento de disaster recovery.

Fato é que, freqüentemente, as empresas confiam demasiadamente em ofertas “como serviço (aaS)”, nas quais facilmente pode-se ignorar os recursos opcionais necessários para estabelecer os níveis corretos de resiliência. Por exemplo: a causa raiz de 90% dos problemas de disponibilidade baseados em nuvem será a falha no uso completo dos recursos nativos de redundância do provedor de serviços de cloud computing.

“Organizações ficam potencialmente expostas quando seus antigos planos de disaster recovery, projetados para sistemas tradicionais, não são revisados ​​com as novas infraestruturas híbridas em mente. Os requisitos de resiliência devem ser avaliados nos estágios do projeto, não tratados  após dois anos de implantação”, adverte Winser.

3. Escalar a Agilidade do DevOps

O termo DevOps deriva da junção das palavras “desenvolvimento” (development) e “operações” (operations). Assim, é uma prática de engenharia de software orientada a unificar o desenvolvimento (Dev) e a operação  (Ops) de softwares. Tem como principal característica a automação e o monitoramento em todas as fases – desde a construção do software à integração, teste, liberação para implementação e gerenciamento de infraestrutura.

O Gartner previniu que será necessário buscar abordagens mais eficientes para que as organizações consigam escalar o processo de DevOps. Embora os profissionais dedicados a produtos individuais geralmente dominem essas práticas, começarão a surgir restrições à medida que as empresas tentarem ampliar suas equipes de DevOps.

“Acreditamos que a grande maioria das organizações que não adotam uma abordagem de plataforma de autoatendimento compartilhada descobrirá que suas iniciativas de DevOps simplesmente não se expandem”, disse Winser. “A adoção de uma abordagem de plataforma compartilhada permite que as equipes de produto utilizem uma caixa de ferramentas digitais de I&O, beneficiando-se, o tempo todo, dos altos padrões de governança e eficiência necessários para a escala”.

4. A infraestrutura está em toda parte – seus dados também

Tecnologias como inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ou machine learning – ML) têm sido utilizadas como diferenciais competitivos e, por isso, o analista defende que planejar a forma como o crescimento explosivo de dados será gerenciado é vital.

De acordo com o Gartner, até 2022, 60% das infraestruturas corporativas de TI se concentrarão em data centers estruturados, em vez de centros de dados tradicionais.

“O ímpeto de aproximar as cargas de trabalho dos usuários, por motivos de desempenho e conformidade, é compreensível. No entanto, estamos caminhando rapidamente para cenários nos quais esses mesmos workloads serão executados em diversos locais, tornando os dados mais difíceis de proteger”.

Os efeitos em cascata da movimentação de dados, combinados ao crescimento exponencial da datasfera, afetarão fortemente as empresas, caso as equipes de Infraestrutura e operações se não estiverem se preparando desde já.

5. O esmagador impacto da internet das coisas

Projetos bem-sucedidos de Internet das Coisas (ou internet of things – IoT) têm diversos pormenores e, por isso, é improvável que um  único fornecedor venha a fornecer uma solução completa, de ponta a ponta.

Como exemplo, o Gartner previu que o mercado automotivo de Internet das Coisas (IoT) deva crescer para 5,8 bilhões de terminais em 2020, um aumento de 21% em relação a 2019. 

“As atividades de I&O devem estar inseridas desde as discussões iniciais de planejamento do quebra-cabeça da IoT, para que a organização consiga entender o modelo de serviço e suporte proposto em escala. Isso evitará o efeito cascata de falhas imprevistas de serviços, que podem causar sérias dores de cabeça no futuro”, pontuou Ross Winser.

6. Nuvem Distribuída

Nuvem distribuída é definida como a distribuição de serviços de nuvem pública para diferentes locais físicos, enquanto operação, governança, atualizações e evolução desses mesmos serviços são de responsabilidade do provedor de nuvem pública de origem.

As opções emergentes para a nuvem distribuída permitirão às equipes de I&O colocar os serviços de nuvem pública no local de sua escolha, o que pode ser atraente aos líderes que desejam modernizar seu uso“, disse Winser.

No entanto, o analista ressalta que a natureza de muitas dessas soluções significa ampla gama de considerações que não deve ser negligenciada. “Entusiasmo por novos serviços como o AWS Outposts, o Microsoft Azure Stack ou o Google Anthos, devem ser combinados, desde o início, com diligência, para garantir que o modelo de entrega dessas soluções seja totalmente compreendido pelas equipes de I&O que estarão envolvidas no suporte a elas ”.

7. Experiência Imersiva

Os padrões do cliente para a experiência oferecida pelos recursos de Infraestrutura & Operações estão mais altos do que nunca. ‘Valor agregado anterior’, como integração perfeita, respostas rápidas e tempo de inatividade zero, agora são simplesmente as expectativas dos clientes.

No entanto, à medida que os sistemas de negócios digitais se aprofundam nas infraestruturas de I&O, o impacto potencial, até do menor dos problemas, se expande. “Se a experiência do cliente for boa, você pode aumentar a participação de mercado ao longo do tempo; mas se a experiência for ruim, os impactos serão imediatos e poderão afetar a reputação da empresa, em vez de apenas a satisfação do cliente. ”

8. Democratização da TI

Low Code é uma abordagem de desenvolvimento visual para o desenvolvimento de aplicações que está se tornando cada vez mais atraente. Ele permite que desenvolvedores de níveis variados de experiência criem aplicações Web e dispositivos móveis com pouca ou nenhuma experiência em codificação, impulsionando amplamente um modelo de “autoatendimento” para unidades de negócios, em vez de recorrer à TI central para que se estabeleça um plano formal de projeto.

À medida que a Low Code se torna mais comum, a complexidade do portfólio de TI aumenta. E, quando tais abordagens forem bem-sucedidas, as equipes de I&O serão demandadas”, disse Winser. 

9. Redes – o que vem a seguir?

Em muitos casos, os provedores se destacam no fornecimento de redes altamente disponíveis, o que geralmente é alcançado por meio de um gerenciamento de mudanças cauteloso. Ao mesmo tempo, o ritmo da mudança é difícil para as atividades de Infraestrutura & Operações. E não há sinais de que essas iniciativas estejam desacelerando.

A pressão contínua para “manter as luzes acesas” criou problemas inesperados às redes.

Desafios culturais de prevenção de riscos, dívida técnica e dependência de fornecedores fazem com que algumas equipes de rede tenham um caminho difícil pela frente. É preciso haver mudanças culturais, pois o investimento em novas tecnologias de rede é apenas parte da resposta. 

10. Gerenciamento de infraestrutura digital híbrida (HDIM)

À medida que as infraestruturas digitais híbridas entram em ação, a escala e a complexidade de gerenciá-las estão se tornando uma questão mais premente para os líderes de TI.

As organizações devem investigar o conceito de HDIM, que busca solucionar os principais problemas de gerenciamento de uma infraestrutura híbrida.

Esta é uma área emergente; portanto, as organizações devem ter cuidado com provedores que dizem, hoje, ter ferramentas capazes de oferecer uma solução única para todos os seus problemas de gerenciamento híbrido. Nos próximos anos, porém, esperamos que fornecedores focados em HDIM ofereçam melhorias que permitam aos líderes de TI obter as respostas de que precisam, muito mais rapidamente do que hoje

Fonte do artigo » ODATA

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