O que podemos aprender com o Design Thinking em tempos de pandemia de coronavírus

A característica principal do Design Thinking é colocar o indivíduo no centro do processo

Quem trabalha com inovação está, de forma geral, bastante familiarizado com o conceito de Design Thinking. Se trata de uma abordagem, que alguns também chamam de metodologia, cujo objetivo é desenvolver soluções criativas para demandas e problemas existentes. E, nesse sentido, é uma forma de trabalho que tem uma aplicação bastante ampla. As empresas usam para criar novos produtos e processos, mas também é possível usá-la para buscar soluções para desafios pessoais.

A característica principal do Design Thinking é colocar o indivíduo no centro do processo, ou seja, a partir das necessidades das pessoas são concebidas soluções que façam sentido para aquelas que vão usá-las. Além disso, é preciso que as propostas sejam validadas pelas mesmas ao longo da criação, evitando usar recursos (como tempo, dinheiro, etc.) em algo inadequado. Para que isso ocorra, a metodologia tem três pilares: empatia, colaboração e experimentação. Empatia significa colocar-se no lugar do outro. Há quem diga que isso não é possível, já que o lugar de cada pessoa é único, mas é possível chegar perto, entendendo o que o outro vê, sente e pensa. A colaboração é fundamental para o desenvolvimento das soluções, pois é importante ter diversos olhares sobre um desafio e são necessários conhecimentos de diferentes áreas atuando em conjunto. A experimentação é o pilar que garante que, a cada passo dado, os resultados estão sendo testados, adaptados e melhorados, sempre com o aval do usuário.

Em tempos de pandemia de coronavírus podemos aprender muito com o Design Thinking. A empatia nos leva a pensar no coletivo para além do individual, a respeitar as pessoas dos grupos de risco e a valorizar e agradecer os profissionais que não podem parar suas atividades para todos nós possamos ficar mais seguros em isolamento. A colaboração nos demanda ajudar a quem precisa, sermos responsáveis para não compartilhar notícias falsas, não causar pânico nem promover o descaso nesta situação difícil. E, por fim, a experimentação nos possibilita ensaiar novas ferramentas de trabalho e estudo, novas formas de estar perto das pessoas mesmo fisicamente distantes e reinventar nossas atividades diárias. Mas, especialmente, temos a grande oportunidade de sermos pessoas melhores para o mundo. Você está testando isso?

Por Gabriela Ferreira, consultora em inovação e empreendedorismo e professora da PUCRS

Fonte »» GaúchaZH

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