Importância dos planos de Gestão de Crise e Continuidade de Negócios

Estamos passando por um cenário complexo, imprevisível, volátil, com alto impacto para a sociedade e para os negócios. Nesse sentido é urgente que as empresas reavaliem continuamente o planejamento e respostas à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e revisitem seus mecanismos de Gerenciamento de Crises e Planos de Continuidade de Negócios (PCN).

Para que o Plano de Continuidade de Negócio seja eficaz, é fundamental a identificação dos processos e recursos críticos e estabelecer os mecanismos que minimizem os impactos sobre as atividades ‘core’ da empresa. Geralmente, os planos são estruturados prevendo quatro fases: Resposta – Recuperação – Restauração – Reinício.

O problema é que muitos dos planos instituídos

não previram a magnitude e duração da atual crise.

Portanto, o que vai fazer a diferença, nesse momento e nos próximos dias, é a efetividade de acionamento de respostas que vão permitir a recuperação futura dos processos, restauração e reinicio dos negócios daqui há um ou mais meses.

Não existem, no momento, receitas prontas. A diversidade de olhares e perspectivas complementares ajudarão a desenvolver estratégias eficazes de mitigação e resposta aos riscos, entre elas, podemos citar:

1 – Análise Financeira com Foco em Liquidez – Revisão de cenário e de fluxo de caixa com previsões que consideram fatores como perda de clientes e receitas importantes, aumento de gastos e despesas emergenciais e utilização dos incentivos governamentais trabalhistas, financeiros e fiscais sendo divulgados a todo o momento pelo governo;

2 – Revisão da Cadeia de Suprimentos – Análise dos fornecedores-chave e de contratos, de projetos em andamento considerados “em risco” e seus impactos no negócio;

3 – Dependência de Colaboradores – Confecção de uma matriz objetiva de recursos chave da equipe que indique claramente quais funcionários têm as habilidades e competências para preencher posições e responsabilidades alternativas, caso pessoas-chave adoeçam ou fiquem inacessíveis;

4 – Trabalho Remoto Seguro – Análise rápida da maturidade interna e infraestrutura de TI com foco em segurança da informação e cybersecurity para permitir que os funcionários trabalhem remotamente durante o período de isolamento sem incidentes críticos;

5 – Remodelação Rápida de Processos – Identificação de clientes chave, compreensão de suas necessidades vitais e reflexo na análise e ajuste emergencial de processos e controles internos para ajuste no modelo de entrega de serviços e/ou produtos.

Por isso, é importante contar com o apoio de profissionais que possam auxiliar na Gestão de Crise e que possuam expertise em reavaliação de exposição a riscos, análise de planos de resposta e também ofereçam o monitoramento e gestão dos planos de ações (PMO).

Marcos Bentes

Sócio da área de Risk Advisory Services (RAS) da consultoria RSM Brasil (Acal).

Fonte »» Monitor Mercantil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *