Estudo aponta as tendências de liderança para 2022

Os líderes do futuro devem estar comprometidos com a transformação digital, com as práticas ESG e com a diversidade de gerações.

Diretores financeiros envolvidos nos compromissos de sustentabilidade, mistura de gerações na alta gestão das empresas e heads de Recursos Humanos empenhados em adaptar a cultura das empresas ao trabalho híbrido. Essas são algumas das tendências apontadas pelo estudo elaborado pela consultoria Page Executive, especializada em recrutamento e seleção de executivos para C-Level, e parte do Page Group, . Veja aqui um resumo de cada uma dessas tendências.

1. Metas do ESG virá dos gestores financeiros

Executivos que ocupam a diretoria financeira estarão entre os principais responsáveis pela aplicação das práticas e metas de ESG. Na conjuntura atual, os CFOs precisarão ter um entendimento do ambiente regulatório e dos variados formatos de dados e relatórios para entender como a empresa está indo nesse quesito. Esses profissionais irão trabalhar diretamente com o CEO no planejamento dessas metas, por isso ter experiência com responsabilidade social, ambiental e de governança no currículo é um diferencial para esses gestores.

2. Inclusão como estratégia de negócio

Ter equipes diversas e inclusivas não serve apenas para contar pontos junto ao público, mas contribui para que os gestores dos negócios possam entender melhor seu público.  Significa também ampliar o leque de talentos disponíveis num momento em que contratar gente nova pode ser um fardo em diversos mercados. Diversidade já superou o status de política desejável na empresa: é uma forma de conseguir decisões melhores e compreender o mercado consumidor a partir de diferentes pontos de vista. 

3. Diretores de RH irão levar a empresa ao futuro

Os gestores de RH terão que  atualizar a cultura de trabalho: a transição de um home office forçado para o trabalho híbrido ou remoto. Será necessário engajar os profissionais e preparar as lideranças para gerir equipes remotamente e investir na saúde mental e no bem-estar dos funcionários. Uma saída é incentivar, e não obrigar, o retorno ao escritório quando necessário desempenhar atividades de interação entre as pessoas. Empatia será a principal habilidade, unida a novas tecnologias. 

4. Sinal verde para operações sustentáveis

Profissionais do futuro entendem a importância e o poder das práticas de sustentabilidade e a responsabilidade social permearem o negócio – e não apenas o discurso. O diretor de sustentabilidade (CSO) será o mediador que irá envolver os tomadores de decisão em torno do assunto. 

Profissionais com conhecimento de gestão ambiental, pesquisa e do desenvolvimento de negócios e do jurídico, entre outros, terão parte do background necessário para esse trabalho.

5. Liderança de tecnologia precisa engajar seus pares na transformação digital

Liderar os times de TI na resposta às demandas do teletrabalho e das soluções em nuvem foi uma parte do trabalho do diretor de TI nos últimos dois anos. A transformação digital vai passar pela colaboração entre os times e pelo engajamento de outras equipes para que todos participem das inovações trazidas pela tecnologia.

Para saber como o negócio será modificado, as ferramentas e soluções utilizadas e onde enfrentar os gargalos na mudança, o profissional precisa colocar de forma clara os benefícios da digitalização para o negócio e zelar pela proteção de dados, dos colaboradores e dos ativos digitais da companhia, principalmente com a consolidação do trabalho híbrido. 

6. Idade é apenas um número

A tendência de contratações no C-Level é não mais apostar somente em lideranças exclusivamente jovens. A diversidade de gerações é a resposta para melhores resultados de gestão. Enquanto os mais jovens trazem o conhecimento tecnológico e as ideias de transformação digital, os mais velhos contribuem com a experiência de quem passou por diferentes crises.

7. A hora e a vez da inclusão

O momento é de implantar a perspectiva de inclusão. Quanto mais autêntica a empresa e os líderes forem nesse aspecto, mais engajados e compreensivos serão os profissionais e os candidatos. 

Além da parte operacional para adequar as ferramentas de trabalho e o ambiente, os líderes devem promover uma cultura de equidade e reconhecimento das diferenças, com sensibilidade para abordar temas delicados para evitar ruídos. 

8. Assegurar o futuro começa com planejamento e contratação inteligente

O planejamento sucessório precisa ser parte da estratégia de crescimento e de negócios das empresas. Recrutadores devem buscar talentos não somente no nível executivo, mas em posições pleno e sênior para completar a cadeia. Além de contratar, é necessário desenvolver lideranças para o futuro. 

Por Fabiana Corrêa
Matéria selecionada em Forbes

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