Empresas com maior diversidade cultural e de gênero são mais lucrativas, mostra estudo

Pesquisa da McKinsey and Co. analisou cerca de 1 mil companhias de 12 países

Um estudo sobre diversidade realizado pela consultoria McKinsey and Co. em 12 países mostra que as empresas com times de executivos com maior variedade de perfis são mais lucrativas. Ao menos 1 mil empresas globais foram analisadas. As companhias com maior diversidade de gênero da amostra (no quartil superior) têm 21% mais chances de apresentar resultados acima da média do mercado do que as empresas com menor diversidade do grupo. No caso da diversidade cultural e étnica, a variedade é ainda mais premiada e esse número sobe para 33%.

O relatório Delivering through Diversity não é o primeiro feito pela McKinsey sobre o tema. Em 2014, o mesmo exercício de comparação foi realizado pela consultoria. Os resultados foram parecidos. As melhores empresas em diversidade de gênero tinham, então, 15% mais chances de ter lucros acima da média. Em relação à diversidade étnico-cultural, na época do estudo em 2014, a probabilidade de performance melhor era ainda maior, de 35%.

O estudo com dados de 2017 mostra também que o grupo de empresas com o pior desempenho em ambos tipos de diversidade têm 29% de chances a mais de ter um desempenho abaixo da média do mercado.

Diversidade por países

Em relação à participação das mulheres nos cargos executivos, a Austrália é o país onde elas representam a maior parcela, sendo 21% dos casos analisados. Nos Estados Unidos, elas são 19% e no Reino Unido, 15%. O estudo também mostra que em cargos de direção os dados apontam 30%, 26% e 22%, respectivamente.

Já para os cargos ocupados por pessoas de etnicidade diferente da dominante em cada país, a África do Sul representa a maior taxa de diversidade, com 16% de negros em cargos executivos. Embora seja um país africano com 79% de população negra, segundo o estudo, a história local e a maioria branca nas lideranças define a opção por considerar os negros como minoria na avaliação. Os países que estão logo atrás na lista são Cingapura, Reino Unido e Estados Unidos, com taxas variando entre 11% e 12%.

Época Negócios
FOTO THINKSTOCK

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